quarta-feira, novembro 09, 2005

Sócrates

A ascensão de Sócrates à liderança do PS ficou marcada pelo episódio do teleponto, no discurso da consagração. Aquilo que era uma atitude normal e usada por vários políticos em todo o mundo foi considerado sinónimo de impreparação e artificialismo. Se Sócrates tivesse levado o discurso em papel, não haveria tamanho chinfrim, apesar de na prática ser exactamente a mesma coisa.

Durante a campanha eleitoral para as Legislativas de Fevereiro de 2005, foi passada a mensagem de que Sócrates era um "robot", um político só de imagem, sem consistência. Alguma crispação nos debates com o dr. Lopes ajudou a fixar esta imagem.

Vem tudo isto a propósito do debate do Orçamento de Estado para 2006. No seguimento do que se tem visto em outros debates parlamentares, Sócrates tem feito intervenções de grande qualidade, desmontando os argumentos da oposição, e denunciando as suas contradições - memorável, de antologia, as intervenções a propósito do TGV, em que recordou que o PSD ainda há 2 anos era um entusiasta da alta velocidade, tendo inclusive assinado acordos com Espanha que previam a inauguração de alguns troços já em 2009, e aquela em que aproveitou uma deixa de um deputado do PSD que se queixava de a redução da despesa ser muito pequena, recordando que nos 3 anos de desgoverno PSD/CDS a despesa não só não desceu, como até subiu astronomicamente.

Estas intervenções mostram que eram falsas e injustas as acusações de artificialismo de Sócrates: as mais brilhantes tiradas desta tarde foram precisamente as que fez de improviso.

Não sou, nem nunca fui, admirador de Sócrates. Votei no PS, como voto sempre, porque sou militante, mas Sócrates nunca me convenceu, nem durante a campanha interna para a liderança, nem durante a campanha para as legislativas. Mas estes primeiros meses de governo, apesar de algumas medidas com as quais discordo, têm revelado coragem e competência. E de cada vez que ouço o homem no parlamento aumenta também a sensação de que temos ali político com consistência e coragem, mesmo que não concordemos com algumas das suas medidas. Marques Mendes sofreu isso hoje na pele: foi arrasado. Até Louçã, hábil na palavra, demagogo de primeira água, ficou reduzido ao sorriso seráfico que ostenta sempre que é derrotado na sua argumentação (o que não acontece todos os dias).

terça-feira, novembro 01, 2005

Adenda

Adenda à mensagem anterior

Ser político profissional não tem mal nenhum. Só na mente dos ideólogos da campanha cavaquista, ávidos de caçarem o voto pouco esclarecido, é que isto é um problema. Para os eleitores esclarecidos, incluindo grande parte do eleitorado cavaquista, ser político profissional não é problema nenhum - o seu candidato é, de resto, um dos mais profissionais políticos portugueses.

Portanto, grave não é ser político profissional. Grave, muito grave, é fazer-se passar por estar desligado da vida política, quando qualquer pessoa com memória sabe que Cavaco é uma das mais influentes figuras da política portuguesa desde há 25 (vinte cinco) anos, com cargos de responsabilidade como Ministro das Finanças (1 vez) e Primeiro-Ministro (3 vezes). Grave é enganar as pessoas desta maneira, com esta chico-espertice, com estes jogos de palavras. Grave é ostentar aquela pose salazarenga de austero messias acima da política, quando se é um dos mais influentes políticos dos últimos 31 anos, para o bem e para o mal.

A propósito, recorde-se o estado em que o seu consulado no Ministério das Finanças (1980-1983) deixou o país. Já sem falar no "monstro" criado durante os seus governos (1985-1995), o tal défice, que atingiu nessa altura valores altíssimos, mais até do que o défice deixado por Santana, e muito mais do que o défice deixado por Guterres. Por isso nem é de admirar as desfaçatez com que agora aparece como salvador da pátria, como se nada tivesse que ver com o actual estado do país. Já tinha feito o mesmo em 1985, aproveitando-se da memória curta do eleitorado português.

É por estas e outras coisas que eu NÃO vou votar Cavaco. Não quero ver voltar à política portuguesa aquela probóscide antipática. Lembrar-me-ia sempre da arrogância do seu governo. Do total desrespeito pelos mais desfavorecidos. Da força brutal da polícia, que lançava cães e bastonadas contra manifestações pacíficas. Do descontrolo das finanças públicas. Do desemprego. Da má disposição. De todas estas e outras coisas de que os mais desmemoriados já não se lembram. Não quero.

Ainda não sei em quem vou votar, se em Mário Soares se em Manuel Alegre - que são tão profissionais como Cavaco, mas assumem-no e orgulham-se disso. Mas sei muito bem em quem não vou votar.

Se isto não é um profissional...

Percurso político de Cavaco Silva, aliás D. Sebastião:

- Ministro das Finanças (1980-1983)
- Primeiro-Ministro (1985-1987)
- Primeiro-Ministro (1987-1991)
- Primeiro-Ministro (1991-1995)
- Presidente do PSD (1985-1995)
- Candidato presidencial derrotado, graças aos deuses (1995)
- Candidato presidencial para mal dos nossos pecados (2005)

Se isto não é um político profissional, então o que é um político profissional?


P.S.: se não é profissional, não deveria devolver as três (3) pensões, no valor de 9356 euros mensais, que recebe pelas suas várias funções políticas desde há 25 anos?

terça-feira, setembro 27, 2005

Buracos

O Eurostat não validou as contas portuguesas de 2004, isto é o orçamento do governo de Santana Lopes. Não se percebe. Então não eram os governos PSD/CDS que tanto verberavam o último governo de Guterres por ter deixado um défice de 4%, e que dizia que ia pôr as contas na ordem? Claro que só quem tinha memória curta e se esquecia dos défices estratosféricos do cavaquismo é que acreditava numa coisa dessas. Depois do vexame dos 6,8% (tão, mas tão acima do défice de Guterres...), vem agora o Eurostat dizer que tem dúvidas sobre a validade daquelas contas - o que pode indiciar um défice ainda maior. É por estas e outras que há muito que não se ouve ninguém dizer mal das contas públicas deixadas por Guterres. Quem nos dera a nós, após 3 anos de rebaldaria PSD/CDS, ter as contas públicas no estado em que Guterres as deixou. Quem nos dera.

sábado, setembro 17, 2005

Grande ordinário

Devo antes de mais dizer que nenhuma simpatia me move a favor de Manuel Maria Carrilho - nem de resto nenhuma antipatia. Se vivesse em Lisboa votaria no PS, porque é o partido com cujas propostas me identifico mais. E não, as eleições autárquicas não são só a escolha de um nome. Pensá-lo e afirmá-lo revela desconhecimento de como as coisas se processam, além de uma simplificação excessiva. Carrilho tem os seus defeitos, em algumas alturas discordei dele. Mas é um homem competente, determinado, fiel aos seus valores. E é o cabeça de lista, para Lisboa, do partido com que mais me identifico e em que sempre votei. Vem tudo isto a propósito do debate entre Carrilho e Carmona, ontem na SIC-Notícias. Foi um debate azedo e vivo, com ataques pessoais. Carmona parece ter deixado cair a máscara de homem afável e fora dos meandros da política - coisa, aliás, em que só alguém muito ingénuo ou que não acompanhe a política portuguesa pode acreditar. Em vez do engenheiro simpático e ingénuo que os seus apoiantes reatratam, o que vi foi um homem azedo, arrogante e mal-criado. Carrilho não foi um exemplo de bonomia, é certo. Mas não passou os limites da falta de educação. Carmona, pelo contrário, adoptou a postura do rufia mal-criado, com risinhos e tiradas a roçar o boçal. Confesso que até a mim espantou. Parece que até eu já tinha ido na propaganda mediática que diz que Carrilho é arrogante e Carmona afável. Não vi nada disso, ontem. Aliás, o desabafo de Carmona, depois de Carrilho não lhe ter apertado a mão (eu teria feito o mesmo), revela toda a sua má-criação. Não se chama "grande ordinário" a um adversário político, sr. Carmona, nem "off the record". Sobretudo depois do triste espectáculo dado.

domingo, setembro 11, 2005

Carlos Miguel - Torres Vedras



Carlos Miguel - Candidato do PS à Câmara Municipal de Torres Vedras

Nélson político

O nosso Nélson é um dos apoiantes do candidato socialista à Câmara Municipal de Torres Vedras. É sempre bom saber que junta estas duas qualidades, sportinguista e socialista. Constou-me também de fonte do partido que ele é candidato a uma das juntas de freguesia do Concelho, embora em posição não elegível.

sexta-feira, setembro 09, 2005

Reformas

Onde é que andam as virgens ofendidas que gritaram de indignada histeria contra a reforma acumulada pelo ex-ministro das Finanças, Campos e Cunha? Seria interessante ouvi-las gritar de novo indignadas contra as reformas (sim, "as", plural) acumuladas por Cavaco, que aufere por mês qualquer coisa como 9356€ por mês em reformas e subvenções. Onde andam os que se revoltaram por o ex-ministro Campos e Cunha receber uma pensão (singular, só uma) a que tinha direito? Ou só é mau quando se trata de pessoas ligadas ao PS, e passa a ser bom quando se trata de pessoas ligadas ao PSD ou ao CDS?

Nomeações

Onde estão aqueles que tanto se indignaram com a naturalí­ssima nomeação de Armando Vara para a CGD, acusando o governo de promover os seus "boys", e esquecendo que se mantinham na administração todos os outros elementos nomeados pelo governo PSD/CDS (e que quando foram nomeados toda a gente achou muito bem)? Seria interessante ver o que tinham a dizer sobre a nomeação de Carlos Tavares, antigo ministro de Durão Barroso, para a presidência da CMVM.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Concurso de colocação de professores será válido por três ou quatro anos

O primeiro-ministro disse ontem, dia 2, no Porto, que o concurso para colocação de professores já em 2006 será válido para 3 ou 4 anos. Se isto se confirmar, acho que são excelentes notícias para a classe docente, pois atenua-se um dos principais calvários do professor: contratos anuais, até efectivar, e correr o país de casa às costas. A notícia já saiu na "Última Hora" do Público, e vou colá-la aqui, porque o Público não costuma conservar por muito tempo as notícias em versão electrónica. Alguma coisa de boa que sai do Ministério da Educação, finalmente. Claro que tem o inconveniente de haver menos vagas por ano, mas por outro lado quem obtém colocação tem uma estabilidade profissional e pessoal incomparável. Aqui fica a notícia, então.

«Governo quer que alteração entre em vigor no próximo ano
Sócrates: concurso de colocação de professores será válido por três ou quatro anos

02.09.2005 - 23h56 Lusa, PUBLICO.PT

José Sócrates anunciou esta noite que o concurso de colocação de professores será válido por três ou quatro anos consoante o ciclo de ensino. O Governo pretende que esta alteração entre em vigor a partir do próximo ano lectivo.

A novidade foi anunciada durante o comício de "rentrée" política do PS, no Porto, onde o secretário-geral socialista e primeiro-ministro fez um balanço dos primeiros seis meses do seu Executivo e traçou as próximas prioridades da governação.

No próximo ano lectivo o concurso de colocação de docentes nas escolas portuguesas "será válido por um período de três ou quatro anos, conforme a duração do ciclo de ensino", de modo a evitar a "instabilidade permanente provocada pelos professores em trânsito, saltando de escola para escola", afirmou José Sócrates.

"Pusemos na ordem o concurso de professores e o ano lectivo pode começar com normalidade. Alguns políticos ainda coram de vergonha quando se fala nisto", disse, recordando os problemas ocorridos nos últimos anos em torno da colocação dos docentes.

"Temos ainda problemas com o sistema de colocação dos professores. É preciso acabar com a instabilidade permanente", frisou Sócrates, adiantando ainda a prioridade do Governo na valorização do primeiro ciclo do ensino básico.

O funcionamento das escolas até às 17h30, o ensino de inglês, o fornecimento de refeições na maioria dos estabelecimentos de ensino primário e a formação contínua dos professores deste ciclo na área da matemática foram realçados pelo primeiro-ministro como medidas que vão melhorar a qualidade da educação.»

Soares é fixe!

A direita, cada vez mais incomodada com a candidatura presidencial de Mário Soares, começa a lançar alguns falsos argumentos contra a sua candidatura. Dizem que, na actual conjuntura, é preciso um presidente com formação em economia ou finanças. No entanto, segundo a Constituição Portuguesa, o Presidente não governa... Esse papel pertence ao Governo! Portanto, de pouco ou nada servirá um presidente com formação em economia ou finanças, pois nenhuma das suas atribuições lhe permitirá pôr em prática esses conhecimentos. Também dizem que o seu tempo já passou, e que já é um homem velho. Bem, e o tempo de Cavaco, primeiro-ministro entre 1985 e 1995, não passou já também? E é algum rapaz novo, ele? Dizem também (e sem corar!) que Soares dará um mau presidente, pois confunde milhares com milhões (esta é da autoria do Marcelo), e não lê os "dossiers". Com esta fiquei confuso... Então mas este não é o mesmo Mário Soares que se considera ter sido um excelente presidente entre 1986 e 1996? Deixou de ler "dossiers" entretanto, foi? Eu sinceramente espero que sim, pois há coisas mais importantes e interessantes na vida do que ler "dossiers", e para isso é que existem os assessores, regiamente pagos, de resto, passe o paradoxo do advérbio neste contexto.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Coligação de Direita Unitária

No tempo de antena de hoje do PCP louvava-se o trabalho feito pelo vereador comunista no Porto. A coligação PSD/CDS também agradece a colaboração activa desse vereador, que formou com a direita uma coligação de facto. Espero não tornar a ouvir o velho discurso comunista de que o PS pisca o olho à direita. É que o PCP no Porto não piscou o olho à direita: deitou-se na cama com ela.

segunda-feira, agosto 15, 2005

O chinelão



Quando eu era miúdo e chegava o Verão, só me sentia bem descalço. A minha irmã tinha a mesma tara. Mas não podia ser: a minha mãe insistia em que era necessário ter alguma coisa para protegermos os pés. Já se sabe, as mães têm sempre razão, mesmo quando não têm, e nós acabávamos por ceder, depois de muita fita. Íamos então comprar umas chinelas baratas, que nunca fomos gente de muitas posses. Normalmente íamos àqueles vendedores que dantes montavam a sua barraquinha perto da praia, e a minha mãe comprava-nos umas chinelas daquelas de enfiar no dedo. Eram óptimas, podíamos andar com elas em todo o lado, e evitávamos a chulezeira, pois o pé era convenientemente arejado. Aquelas chanatas não eram, porém, dignas de serem usadas em ambiente que não fosse a praia e o caminho de lá a casa e de casa a lá. Não passava pela cabeça da minha mãe deixar-nos usar aqueles chinelões práticos mas horrorosos na escola, muito menos visitar família ou amigos com elas calçadas. Eram pouco dignas, baratuchas, dignas de loja dos 300, se na altura as houvesse.

Foi portanto estarrecido que descobri que as xanatas que a minha mãe nos comprava nas barracas de vendedores ambulantes, práticas mas feias e pouco dignas mesmo para pessoas com poucas posses como nós, foram rebaptizadas de "havaianas", e são o último grito da moda. Eu juro que ainda pensei que fossem apenas parecidas, quando vi o primeiro anúncio televisivo a publicitá-las, há coisa de um ano ou dois. Nunca mais me lembrei disso, porque como tenho vida própria e cultura mediana não perco tempo a ver anúncios televisivos nem consumo revistas ou programas de moda/fofocas. No entanto, não pude deixar de reparar que neste Verão antecipado começaram a aparecer rapazes e raparigas aos montes, até na faculdade, com as inestéticas chinelonas que a minha mãe nos comprava nos vendedores ambulantes, mas que nos proibia de usar em situações que não fossem o ir à praia ou brincar no quintal. Lembrei-me então do tal anúncio que vira há coisa de um ano ou dois, e perguntei a uma amiga se "aquilo" eram as famosas havaianas. Confirmou-me que sim. Eu não podia acreditar. São iguais às que a minha mãe nos comprava. Sim, também as havia coloridas e com bonecos. Se a minha irmã e eu aparecêssemos na escola com umas xanatas - perdão: "havaianas" - calçadas, seríamos imediatamente recambiados para casa por algum professor, e levaríamos um valente raspanete da minha mãe, indignada por termos feito tal figura. Hoje é um "must".

Espero que no próximo Verão sejam promovidos a acessórios de moda aquelas chinelas de plástico transparente medonhas que a gente usava para tomar banho nas zonas infestadas de peixe-aranha. Sempre protegem mais o pezinho.

Ah, e para quem me conhece e sabe que tenho também um irmão e já se está a perguntar "então e ele não usava?", a verdade é que o meu irmão não se limitava a andar descalço quando o calor apertava: quando o perdíamos de vista por mais do que um ou dois minutos, já ele corria completamente nu pela rua. Não, hoje em dia já não o faz.

quinta-feira, agosto 11, 2005

Cartazes, ou uma boa oportunidade de ficar calado

O PSD de Ílhavo armou um escândalo porque o PS de Aveiro colocou cartazes de propaganda autárquica em Ílhavo. Apareceu na TV um senhor com ar de virgem ofendida (eles estão a ganhar-lhe o jeito), a dizer que tinha contactado todas as concelhias e que não tinha conhecimento de mais nenhuma situação deste género, que era uma afronta fazer campanha em concelho alheio. Bom, claramente esqueceu-se de contactar a concelhia de Loures. É que se o tivesse feito, teria ficado a saber que o PSD-Loures tem cartazes de propaganda autárquica num concelho alheio, concretamente na Calçada de Carriche, cidade e concelho de Lisboa. Está lá há vários dias. Aqui ficam o telefone da concelhia do PSD de Loures, para os senhores do PSD-Ílhavo não voltarem a fazer tão triste figura:21 9892166

segunda-feira, agosto 08, 2005

Perguntas

O facto de eu ter na minha carteira um cartão de militante do PS faz de mim uma pessoa menos competente? É que se faz eu rasgo-o já. Ou o facto de ter as cotas em atraso conta como se não fosse militante? E se eu rasgar o cartão, passando a independente e mantendo as minhas ideias todas intactas, fico mais competente?

Isto é um blogue

Na Festa do Pontal, em Faro, o palanque onde Marques Mendes botou faladura dizia "O Algarve é uma região". Brilhante. Eis algumas sugestões com igual alcance intelectual, para escrever em outros palanques: "Isto é um palanque" "O Tejo é um rio" "A Ponte Vasco da Gama é uma ponte" "O Porto é uma cidade" "O Alentejo é uma região" "O Douro também é um rio" "Portugal fica na Europa" "Alfama é um bairro" "Almada fica na margem esquerda" "O Estádio de Alvalade é um estádio

sexta-feira, agosto 05, 2005

Nomeações

A oposição está indignada com a substituição de gente ligada ao PSD por gente ligada ao PS, na Caixa Geral de Depósitos. O PSD pôs um senhor com ar de virgem ofendida a falar na TV, denunciando favorecimentos partidários. Ficamos assim a saber que quando o PSD lá pôs o outro senhor na CGD, que era do PSD, também foi um favorecimento partidário.