O programa "Opinião Pública" da SIC-Notícias costuma ser um festival de populismo, demagogia e ignorância por parte da generalidade dos espectadores que telefonam. Mas hoje, em que se debate a entrevista do Cavaco à SIC, tem sido especialmente divertido e esclarecedor. As reacções despeitadas e desiludidas dos ppds e dos votantes do Cavaco ao apoio inequívoco dado ao governo pelo presidente mostram que realmente a eleição de Cavaco obedecia a objectivos revanchistas, por parte da generalidade dos seus apoiantes. Queriam não um presidente, mas um líder da oposição em Belém. Isto apesar das garantias em contrário dadas pelo Cavaco durante a campanha. Não acreditaram (e eu também não), mas parece que afinal estávamos todos enganados. A solidariedade do presidente com o governo parece ser total, e ainda vamos ver o PS a apoiar a sua reeleição (cruzes credo) - o que faria com que, pela primeira vez na vida, eu votasse contra as orientações do partido.sexta-feira, novembro 17, 2006
Olha eles
O programa "Opinião Pública" da SIC-Notícias costuma ser um festival de populismo, demagogia e ignorância por parte da generalidade dos espectadores que telefonam. Mas hoje, em que se debate a entrevista do Cavaco à SIC, tem sido especialmente divertido e esclarecedor. As reacções despeitadas e desiludidas dos ppds e dos votantes do Cavaco ao apoio inequívoco dado ao governo pelo presidente mostram que realmente a eleição de Cavaco obedecia a objectivos revanchistas, por parte da generalidade dos seus apoiantes. Queriam não um presidente, mas um líder da oposição em Belém. Isto apesar das garantias em contrário dadas pelo Cavaco durante a campanha. Não acreditaram (e eu também não), mas parece que afinal estávamos todos enganados. A solidariedade do presidente com o governo parece ser total, e ainda vamos ver o PS a apoiar a sua reeleição (cruzes credo) - o que faria com que, pela primeira vez na vida, eu votasse contra as orientações do partido.sábado, novembro 11, 2006
Roseta
O discurso de Helena Roseta no congresso do PS é uma bênção, e fez-me lembrar de novo por que razão sou socialista, por que razão sou de esquerda, por que razão sou militante do PS. Sublinho também as suas palavras, quando diz que o facto de se ser crítico de algumas opções do governo não significa que se seja oposição interna.Tradição Académica IV

Recebi há tempos um atestado médico de uma aluna, referindo fracturas graves que a impossibilitarão de levar uma vida normal nos próximos meses. Imaginei um acidente de viação, uma queda, alguma coisa deste género. Entretanto fui contactado por um familiar, que me explicou a razão das fracturas graves: tendo-se recusado a ser praxada, a aluna foi agredida, o que levou às graves fracturas de que ainda está a recuperar. Teve o azar de querer ser integrada por alguns símios. Mas tenho a certeza de ela preferia mil vezes não ter sido integrada...
PS firme nas intenções de voto
Segundo estudo da Eurosondagem (que, como só tem um "s", se deve ler "Eurozondagem"), se se realizassem agora eleições, o PS venceria facilmente, apenas com uma ligeira queda de menos de 2% em relação às eleições de 2005. É notável que um governo que tem tomado várias medidas difíceis e impopulares, que tem enfrentado grande contestação na rua, ainda assim se mantenha no limiar da maioria absoluta, deixando o maior partido da oposição a mais de 10 pontos percentuais. Que isto sirva de motivação a José Sócrates, que vê a sua popularidade cada vez mais reforçada, para continuar o seu caminho, sem inflexões. Uma nota final para a maneira como a SIC apresenta a notícia, com um "PS em queda" em título. Um título destes levaria a crer que o PS tinha dado um tombo nas intenções de voto, situação aliás normal, tendo em conta as medidas impopulares. Mas depois vai-se a ver e afinal a "queda" é de menos de 2% em relação às eleições de 2005, e de menos de 1% em relação à última sondagem - valores dentro da margem de erro. Parece clara a intenção da SIC, já manifesta nos comentários e apartes dos jornalistas que fazem a cobertura do congresso de Santarém. Mais profissionalismo, é o que se pede!quinta-feira, novembro 09, 2006
Visca Catalunya
Apesar de as recentes eleições terem sido vencidas pela conservadora Convergència i Unió (CiU), o novo governo catalão será uma coligação tripardida, formada pelo Partido Socialista da Catalunha (PSC), Esquerda Republicana (ER), e Iniciativa pela Catalunha, Verdes-Esquerda Unida e Alternativa (ICV-EU-iA). O chefe do governo será o socialista José Montilla. O Pesporrente manifesta o seu agrado por mais esta vitória da esquerda
I told you so...
É certamente ousado classificar o Partido Democrático dos EUA como um partido de esquerda. É, no entanto, a categoria onde mais facilmente se encaixa, quando se tenta classificá-lo de acordo com a taxonomia política europeia. Está mais perto do Labour do que dos Tories, se a comparação for feita com a política britânica.Vem todo este relambório a propósito, como já se deve ter imaginado, das eleições intercalares americanas da passada Terça. A retumbante vitória democrata na Câmara dos Representantes e a maioria alcançada no Senado não podem deixar de animar aqueles que, como eu, são visceralmente antibushistas, mas de modo nenhum antiamericanos. Depois da assustadora vaga da extrema-direita religiosa, encabeçada pelo Bush filius, que até diz que fala com o seu deus, parece - repito: parece - chegar de novo a hora da América moderada, democrática, mais respeitadora dos direitos humanos.
A reacção republicana foi a esperada: fuga para a frente. Acossado por todos os lados, perante o recrudescimento das vozes contra a guerra, Bush filius pede agora aos Democratas que apresentem um plano alternativo, para se sair do atoleiro iraquiano. Acontece que os Democratas não têm de dar plano nenhum. Devem, é certo. Fá-lo-ão, sem dúvida. Mas não têm de o fazer. É que o problema não foi criado pelos Democratas: foi criado pelos Republicanos, são os Republicanos, com Bush filius à cabeça, que têm de encontrar e pôr em prática uma solução. Foram os Republicanos, com Bush filius à cabeça, atiçado pelo agora demitido Rumsfeld (de hoc alias), que fizeram por puro capricho, como se veio a ver, aquilo que nunca deveria ter sido feito: a invasão do Iraque. Criaram o problema, agora rersolvam-no. Exigir solução aos Democratas é um pouco como aquele menino que parte um vaso caro, depois de sobejamente avisado para ter cuidado, e que depois vai ter com o irmão mais novo e lhe exige que arranje uma solução.
A propósito da demissão de Rumsfelt, apetece dizer o tão americano I told you so. O ideólogo da guerra no Iraque, o senhor que andou há uns anos a vender armas a Saddam para ele massacrar curdos e xiitas, afinal o senhor Rumsfelt estava errado (como qualquer criança de 6 anos percebeu na altura), e foi posto no olho da rua - a mais eloquente assunção de que invadir o Iraque foi, como era óbvio para qualquer pessoa com QI médio, um tremendo disparate. Agora só falta o Bush filius e a sua entourage. É que andou meio mundo a avisá-los sobre o disparate e os perigos que repsentariam a invasão do Iraque, e eles não ligaram nenhuma. Quiseram agir sós, orgulhosamente sós, desprezando aliados e a própria ONU. Agora estão atolados até ao pescoço e querem ajuda. I told you so.
terça-feira, novembro 07, 2006
Sinais do fim dos tempos
«Para Cavaco Silva, a não concretização da pena de morte "seria uma manifestação de superioridade do novo regime do Iraque, que está construindo a sua democracia, em relação ao ditador" Saddam Hussein.»
Aplaudo, sublinho e assino por baixo. Por mais horrendos que tenham sido os crimes do antigo ditador de Bagdad, nada justifica a pena de morte, nada justifica que o Estado desça ao nível dos criminosos comuns.
domingo, novembro 05, 2006
I'm a lumberjack, and I'm okay...
I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night, I work all day.
Mounties: He's a lumberjack, and he's okay,
He sleeps all night and he works all day.
I cut down trees, I eat my lunch,
I go to the lavatory.
On Wednesdays I go shoppin'
And have buttered scones for tea.
Mounties: He cuts down trees, he eats his lunch,
He goes to the lavatory.
On Wednesdays he goes shopping
And has buttered scones for tea.
Chorus : I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night and I work all day.
I cut down trees, I skip and jump.
I like to press wild flowers,
I put on women's clothing
And hang around in bars.
Mounties: He cuts down trees, he skips and jumps,
He likes to press wild flowers.
He puts on women's clothing
And hangs around in bars?!
Chorus: I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night and I work all day.
I cut down trees. I wear high heels,
Suspendies, and a bra,
I wish I'd been a girlie,
Just like my dear Mama.
Mounties: He cuts down trees, he wears high heels,
Suspendies, and a bra?!
Chorus: I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night and I work all day.
Yes, I'm a lumberjack, and I'm ok-a-y,
I sleep all night and I work all day.
Monty Python
I sleep all night, I work all day.
Mounties: He's a lumberjack, and he's okay,
He sleeps all night and he works all day.
I cut down trees, I eat my lunch,
I go to the lavatory.
On Wednesdays I go shoppin'
And have buttered scones for tea.
Mounties: He cuts down trees, he eats his lunch,
He goes to the lavatory.
On Wednesdays he goes shopping
And has buttered scones for tea.
Chorus : I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night and I work all day.
I cut down trees, I skip and jump.
I like to press wild flowers,
I put on women's clothing
And hang around in bars.
Mounties: He cuts down trees, he skips and jumps,
He likes to press wild flowers.
He puts on women's clothing
And hangs around in bars?!
Chorus: I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night and I work all day.
I cut down trees. I wear high heels,
Suspendies, and a bra,
I wish I'd been a girlie,
Just like my dear Mama.
Mounties: He cuts down trees, he wears high heels,
Suspendies, and a bra?!
Chorus: I'm a lumberjack, and I'm okay,
I sleep all night and I work all day.
Yes, I'm a lumberjack, and I'm ok-a-y,
I sleep all night and I work all day.
Monty Python
Pode repetir?
Acabo de ouvir o Pacheco Pereira dizer "iriam-se". Pelamordedeus! Nem na 4º classe me seria admitida uma coisa dessas!
Quis custodiet ipsos custodes?

A condenação à morte de Saddam Hussein é, tal como os crimes que praticou, um acto hediondo e revoltante. Não há justificação para a condenação à morte, por mais horrendos que sejam os crimes do condenado. O Estado não pode descer ao nível dos assassinos. O Estado não pode ser o assassino.
sábado, outubro 21, 2006
sexta-feira, outubro 20, 2006
Iustitia et Misericordia

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) apela ao voto "não" no referendo sobre a despenalização do aborto. Não há surpresa nesa posição, e estranho seria o contrário. Engraçado é ver que, depois de tão veemente apelo ao "não", a CEP dizer que os eleitores não devem seguir correntes de opinião. A afirmação, além de espantosa, é no mínimo irónica. Diz ainda a CEP que não entra em campanhas de tipo político (seja lá o que isso for). Esperemos que cumpram a promessa. É que em 1998, pouco antes do referendo, eu estive, por motivos profissionais, no 13 de Maio, em Fátima, e o que ouvi pelos microfones do santuário foi um verdadeiro comício político, com apelas explícitos ao "não". A Igreja Católica faz o seu papel e defende os seus valores, é certo. Mesmo que não concordemos com a sua opinião, como é o meu caso, temos de respeitá-la. Mas seria interessante que a Igreja Católica respeitasse também a opinião dos outros, o que infelizmente não acontece com frequência.
quinta-feira, outubro 19, 2006
domingo, outubro 15, 2006
Menos fogos
Apesar das 5 ondas de calor, 2006 foi o ano com menor área florestal ardida desde 1999. Uma vitória deste governo e das medidas acertadas que tomou. Curiosamente, ou não, não se dá o devido destaque na imprensa a esta boa notícia.sexta-feira, outubro 13, 2006
O banqueiro dos pobres
O Pesporrente felicita com entusiasmo o Nobel da Paz atribuído a Muhammad Yunus e ao seu Banco Grameen. Yunus, ao contrário dos banqueiros convencionais, empresta dinheiro a quem realmente precisa, através do sistema de micro-crédito, permitindo que gente muito pobre consiga montar os seus pequenos negócios, e assim possa viver mais dignamente. Bravo, Yunos.
Despachos Hiper Lentos
No início de Setembro tive a infeliz ideia de aceitar que uma encomenda que fiz dos EUA fosse despachada (?) pela DHL. O arrependimento começou quando algum tempo depois, recebi um contacto da DHL, fazendo uma estimativa dos preços de entrega. Por duas míseras t-shirts pretendem extorquir-me cerca de 40 euros, se eu levantar o meu rabinho e for buscar pessoalmente a encomenda à alfândega, ou então cerca de 80 euros, se quiser que me venham entregar a casa. Juro que é verdade. Sim, eu também pensei "por esse preço mais vale ir directamente aos EUA comprar a porcaria das t-shirts".Ainda meio zonzo com a fortuna pedida proposta, lá fiquei à espera que as malditas t-shirts chegassem. Ainda bem que me decidi sentar, porque se esperasse em pé ficava com as pernas feitas numa grande variz. Estamos hoje a 13 de Outubro, e das famigeradas t-shirts nem sequer o cheiro. Segundo pude saber, ainda nem sequer saíram dos EUA. Neste espaço de tempo recebi outras encomendas, mais pesadas e volumosas, vindas dos EUA pelo correio convencional. Foram feitas depois, chegaram antes, e nuns casos não paguei um cêntimo de taxas alfandegárias, noutros casos paguei uns cerca de 15 euros da praxe.
Gostava de saber com que legitimidade a DHL se faz pagar principescamente. É mais rápida do que o correio convencional? Não, nem por sombras. Já lá vai cerca de mês e meio, e ainda nem sequer saiu a encomenda dos EUA: continua "em trânsito", diz a DHL. O serviço tem mais qualidade? Não: além de ser bastante mais lento, nem sequer faz aquele serviço básico que é levar a casa sem cobrar mais por isso. Então porque é que cobram taxas dignas de um senhor feudal?
Cada vez mais irritado com este caso, decidi reclamar, uma vez mais. Enviei o mail que transcrevo de seguida, sem grande esperança de que me adiante alguma coisa.
"Venho de novo a minha estupefacção e o meu desagrado pelo péssimo serviço que me está a ser prestado (e será regiamente cobrado, se as instâncias competentes não me derem razão). A minha encomenda foi recolhida pela DHL-USA a 5 de Setembro, e até hoje, 13 de Outubro, não recebi nada. Entretanto, no espaço deste quase mês e meio, já fiz e recebi outras encomendas dos Estados Unidos, que me chegaram gratuitamente ou com taxas alfandegárias simbólicas. Segundo as informações obtidas nas páginas da DHL-USA e DHL-Portugal, a encomenda encontra-se ainda em trânsito nos EUA!
É inadmissível que a DHL, que se faz pagar principescamente, responda depois com um serviço muito mais lento e muito mais ineficaz do que o correio convencional. Acho uma afronta inqualificável que ainda me venham a cobrar nem que seja um cêntimo por este serviço (?), quando/se as minhas encomendas chegarem. Por mim, reafirmo a minha intenção de nunca mais recorrer à DHL, e já comecei a passar a palavra entre amigos e conhecidos. Entretanto já encetei os procedimentos necessários para saber como agir caso tenham a audácia de me cobrar a pequena fortuna que me foi anunciada como pagamento do serviço (?).
Sem mais,
André Simões"
É inadmissível que a DHL, que se faz pagar principescamente, responda depois com um serviço muito mais lento e muito mais ineficaz do que o correio convencional. Acho uma afronta inqualificável que ainda me venham a cobrar nem que seja um cêntimo por este serviço (?), quando/se as minhas encomendas chegarem. Por mim, reafirmo a minha intenção de nunca mais recorrer à DHL, e já comecei a passar a palavra entre amigos e conhecidos. Entretanto já encetei os procedimentos necessários para saber como agir caso tenham a audácia de me cobrar a pequena fortuna que me foi anunciada como pagamento do serviço (?).
Sem mais,
André Simões"
segunda-feira, outubro 09, 2006
má-criação
Os professores (e eu sou professor) têm todo o direito de protestar contra as políticas educativas do governo, ainda que não me pareça que no geral tenham razão. Não têm é o direito de serem mal-criados e ofensivos, como se tem visto nas manifestações. Não só não abona muito em favor da sua formação, como lhes retira a pouca razão que possam ter. É que do que já li da nova proposta de Estatuto da Carreira Docente, não me parece mal. Por exemplo, alguém me pode explicar onde está o mal de, por exemplo, a progressão na carreira ser feita por mérito e não por tempo? E quem é que tem medo da prova nacional de conhecimentos e competências, à semelhança do que se faz na Europa civilizada? Medo de ver barrada a entrada no sistema de ignorantes sem preparação, como acontece hoje? Parece-me da mais elementar lógica e justiça, mas isso se calhar sou eu...domingo, outubro 08, 2006
Tradição Académica III
As imagems deste e dos artigos anteriores foram retiradas do Antípodas - Movimento Anti-Praxe.
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