quarta-feira, março 07, 2007

Mais esta?!

Não bastavam ao Al Gore os ataques soezes de que tem sido vítima nos EUA? Não lhe bastava ter sido derrotado nas presidenciais mesmo tendo tido mais votos do que o adversário? Tinham mesmo de lhe fazer mais esta?

sábado, março 03, 2007

Exames de português


Já entrou em vigor a obrigatoriedade de realização de exames de português para a obtenção da nacionalidade portuguesa. A lei não se aplica, racistamente, aos nascidos em Portugal filhos de portugueses. Para os nacionalistas não é má ideia. É que se fosse obrigatório obter classificação positiva num exame de português para a obtenção da nacionalidade, em vez de 10 milhões talvez fôssemos 1 milhão - e estou a ser optimista.

domingo, fevereiro 25, 2007

Num país normal...



Num país normal, Jardim há muito teria sido demitido e reformado compulsivamente, tais têm sido os dislates, as incontinências verbais, a chantagem, o insulto.

domingo, fevereiro 11, 2007

Aposta ganha

No futebol costuma-se dizer que, se uma equipa ganha o jogo, então o treinador é felicitado por determinada táctica. Se por um acaso perder, então essa mesma táctica é arrasada por adeptos e imprensa. Sócrates não era obrigado a submeter a sua proposta de despenalização do aborto a referendo. Tinha legitimidade legal e política para propor a alteração no parlamento, onde tinha a garantia de uma aprovação por maioria esmagadora. Era o que o PCP defendia. Mas o que o PCP nunca entendeu é que os movimentos do "não" nunca deixariam passar em branco esta manobra legalíssima, e que a nova lei ficaria maculada inevitavelmente logo à nascença. Pelo contrário, a opção referendária (que não era legalmente obrigatória, recorde-se) permite calar os "nãos" radicais, por um lado, e a legitimação da legislação proposta, por outro. Sócrates apostou tudo, e ganhou. Ganhámos todos.

SIM!


VITÓRIA!!!!!

Margaritas ante porcos

Ainda não se sabe o resultado do referendo, são agora 19:00, mas já se sabe que a abstenção anda por volta dos 60%. Portanto, o portuga típico, que passa a vida em declarações proto-fascistas do tipo "eles são todos iguais", "eles querem é poleiro", responde desta forma quando lhe é dada a oportunidade de escolher, sem ser por intermédio desses "malandros": está-se nas tintas, não quer saber, os outros que decidam. É este o povo que temos. Eu? Eu fui votar, como qualquer pessoa bem formada e civilizada.

P.S.: o que quer dizer o título deste texto? Eu acho que qualquer pessoa sabe, mas pronto, para terem a certeza: "... pérolas a porcos".

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Não fiques em casa!

SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM

Todas as sondagens apontam para uma vitória folgada do SIM, no referendo de Domingo. Mas nós já vimos este filme, e não podemos portanto fiar-nos em sondagens. Sondagens não ganham eleições: é um lugar-comum, mas não deixa de ser uma verdade incontornável. Não podemos nós, que somos contra a penalização das mulheres que se vêem obrigadas a abortar, ficar em casa, fiados de que os outros vão resolver por nós. É que até podem resolver, mas não necessariamente como queremos. Todos às urnas, todos pelo SIM!

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

преступление без наказания (Crime sem castigo)

A última dos apoiantes do "não" é que se deve alterar a lei de modo a que a mulher que aborta não seja penalizada. Isto é, que seja crime, mas sem ser punido. Portanto, pode-se fazer, porque não há penalização. Por isso votam contra uma proposta que pretende despenalizar a mulher que faça um aborto, e por isso hostilizam o SIM, que quer que acabem os julgamentos de mulheres que abortam. Espera lá que agora fiquei baralhado. Alguém me pode explicar assim como se eu tivesse 5 anos?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

SIM

Não sei se ainda me consideram jovem, apesar de num recente programa da RTP sobre jovens os ditos cujos parecerem ser meus avós. Mas eu assumo: já não sou jovem. Já caminho em direcção aos 40, e só se fosse agricultor é que ainda era considerado um jovem. Mas isso não me impede de me juntar, ainda que simbolicamente, à campanha dos Jovens pelo SIM.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Assim não tem graça

Estou a ver o debate da SIC sobre o referendo de 11 de Fevereiro. Mas sem a Laurinda Alves a fazer caras e amuos aquilo não tem graça nenhuma.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Diz-me com quem andas...

Na marcha que os apoiantes do "não" hoje fizeram por Lisboa andava um grupo dos fascistas do PNR. Diz-me com quem andas...

domingo, janeiro 21, 2007

Hã?

Marques Mendes diz que vai votar "não" no referendo de 11 de Fevereiro, mas que é contra a prisão de mulheres por abortarem. Alguém me pode explicar, assim como se eu fosse muito burro, como é que se pode ser contra a prisão de mulheres por aborto e votar "não" a uma proposta de alteração da lei que visa exactamente acabar com a prisão de mulheres por aborto? Ou será que o Marques Mendes quer que a lei se mantenha e seja desrespeitada?

She's in!


Há já muito tempo que a política interna norte-americana deixou de o ser. Assim, o anúncio da candidatura de Hillary Clinton à nomeação democrata para a corrida presidencial de 2008 tem de ser importante não só para os norte-americanos mas também para o resto do mundo. Hillary vem, certamente, recentrar à esquerda a política norte-americana, e, sobretudo, devolver-lhe inteligência e bom-senso. A minha simpatia por Hillary vem dos tempos do 1º mandado do seu marido como presidente dos EUA. Não é comum encontrar nos partidos dominantes da política norte-americana alguém com posições tão à esquerda como Hillary. É portanto com alegria que proclamo she's in!


segunda-feira, janeiro 15, 2007

O costume

As bichas de horas na Gulbenkian nos últimos dias da exposição do Amadeo de Sousa Cardoso, mais do que uma inusitada apetência pela cultura do povo português, demonstra de novo em todo o seu esplendor esta característica nacional que tanto nos tem afundado: deixar tudo para a última hora. É que se o motivo fosse mesmo o desejo de cultura, teria havido bicha durante as outras semanas em que a exposição este patente. Mas não: de todas as vezes que passei por lá, não via mais do que 2 ou 3 pessoas (em dias bons) a rondar o acesso da dita cuja exposição.


Negro? Nigérrimo!

Tenho de dizer que também acho que o doutoramento honoris causa do Cavaco é um momento negro da história da Universidade de Goa. Não pelos mesmos motivos dos manifestantes nacionalistas, no entanto.


sexta-feira, janeiro 12, 2007

hã?


Ribeiro e Castro aparece com o seu ar de sempre a dizer que os cartazes do PS para o referendo de dia 11 são publicidade enganosa e que não há mulheres presas, e que não é isso que está em causa. Então, oh Zé Ribeiro, explica lá que eu não estou a perceber: então uma mulher pode abortar à vontade sem ir parar à prisão? Não? Pois era o que eu pensava. Então mas olha lá, se és contra a prisão de mulheres, então porque raio és contra a proposta a ser referendada, que pretende revogar uma lei que contemplas precisamente a prisão de mulheres? Podes explicar-me que eu no meu fraco entendimento não consigo compreender?

domingo, dezembro 31, 2006

Bárbaros

As imagens entretanto divulgadas da execução de Saddam são uma demonstração eloquente (demasiado até) da brutalidade, da desumanidade, da violência, da carga vingativa da pena de morte. Saddam foi um monstro, um bruto desumano. Mas o Estado não se lhe pode igualar praticando uma acção criminosa equivalente. Pena de morte não é justiça, é vingança. Ontem foi um dia triste na História recente.

sábado, dezembro 30, 2006

Pontualidade, por favor

Tirando o facto de quererem chegar atrasados à vontade, sem ninguém lhes pedir satisfações, alguém me explica, assim como se eu tivesse 4 anos, porque é que os médicos e enfermeiros do Hospital de Matosinhos estão tão revoltados contra uma medida da mais elementar justiça e lógica como é o controle efectivo da pontualidade e assiduidade? A mim faz-me muita confusão alguém não querer ser pontual e ainda fazer alarde disso, mas pronto, isso sou eu que tenho a execrável mania de chegar a horas a todo o lado e não fazer ninguém esperar.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Retrocesso civilizacional

A confirmação da condenação à morte de Saddam Hussein revela que o "novo Iraque" ainda tem muito que aprender, para se distanciar do "velho Iraque" de Saddam, e aproximar-se das regras civilizadas e humanitárias. Com a previsível execução de Saddam o novo regime desce ao nível da antiga ditadura, revelando chocante e total desrespeito pelos mais elementares direitos humanos. Saddam é um monstro, um assassino, um criminoso. Ninguém no seu perfeito juízo duvida disso. Mas enforcá-lo não é justiça, é vingança. E infelizmente não me espanta que os EUA, que, ao lado da China, Irão, Arábia Saudita e outras companhias do mesmo calibre que mantêm a pena de morte, se alegrem com a sentença.

segunda-feira, dezembro 25, 2006

Desumanos

Lendo as notícias que dão conta da recusa da Igreja Católica em celebrar funeral religioso a Piergirogio Welby, o italiano que finalmente conseguiu morrer, depois de anos de sofrimento atroz, não sei se hei-de ficar revoltado, se repugnado, se agoniado, se enjoado, se indignado, se tudo junto. Não é que eu dê demasiada importância aos rituais fúnebres cristãos. É que essa Igreja Católica que recusou funeral a um homem que só quis deixar de sofrer foi a mesma que abençoou o funeral do carniceiro Pinochet. Foi a mesma que tem abençoado ou calado os crimes de tantos outros ditadores ao longo dos tempos por todo o mundo (é verdade que tem denunciado outros tantos, mas...). É por isso que não sei se hei-de ficar revoltado, se repugnado, se agoniado, se enjoado, se indignado, se tudo junto.