

Aparecem cada vez mais cedo os anúncios prometendo emagrecimentos miraculosamente rápidos. Dantes apareciam mais pela Primavera, agora é durante o ano todo. Há dias reparei num que prometia a perda de 35 quilos "sem esforço". Ora o problema está precisamente aí: perder peso sem esforço é uma miragem, e na generalidade dos casos esses tratamentos redundam num ganho de peso ainda maior, a médio prazo, mesmo que no intervalo se tenham realmente perdido os quilos prometidos. Perder peso implica força de vontade e esforço. A sensação com que fico é a de que se pretende fazê-lo sem sacrifícios, comendo de tudo (e muitos promentem-no) e não levantado o rabo do sofá.Cerca de 30 quilos (a menos) depois, achei que tinha graça ir para um ginásio, e consultar um nutricionista a ver se estava a fazer bem as coisas. A nutricionista achou que eu estava a comer pouco, mas que no essencial estava a fazer as coisas bem. O ginásio é uma maravilha, e já perdi bastante massa gorda, que no entanto não se nota muito no peso (menos 5 quilos em 3 meses), pois é acompanhada de um aumento significativo da massa muscular. Mas nota-se, e muito, na silhueta e na roupa. Menos 12 números de calças, em 9 meses.
Conseguiria os mesmos resultados se continuasse a fazer uma dieta irregular e a não levantar o rabo da cadeira senão para as operações mais essenciais? Evidentemente que não. Até podia passar uma fomeca durante uns tempos, como fiz em 2000, e perder uns bons quilos, mas depois voltava tudo ao mesmo ou a pior, como veio a acontecer. Agora já estou a fazer a minha alimentação normal, em quantidades até superiores ao que fazia - mas com mais qualidade - e o peso não só não aumenta como até continua a descer a um ritmo constante.
Mas o mais importante é mesmo a perseverança e a força de vontade. Antes de avançar para esta solução, tinha feito uma "dieta" daquelas em que se vai dando facadinhas diárias, e exercício físico só mesmo o de carregar nos botões do comando da TV ou dos teclados do computador e telemóvel. Ainda assim perdi 2 quilos. Num ano e meio. Não, assim não se vai lá.
Não estou a vender produtos nem penso abrir clínicas de emagrecimento. É que já começa mesmo a ser maçador estar a explicar várias vezes por dia como é que consegui perder 35 quilos em 9 meses, agora vou passar a andar com uns papelinhos, tipo cartão de visita, com o URL deste texto, e quando alguém me abordar com a pergunta do costume, despacho-o/a com um "ora faxavor de ver aqui neste URL o segredo da minha linha".
Dixi.
O ainda secretário-geral das Nações Unidas vem dizer que a situação no Iraque é hoje muito pior do que nos tempos de Saddam, e que se assiste a uma guerra civil. Ai é? Olha, tem graça, ainda ninguém tinha reparado nisso.
O papa Ratzi deu uma volta radical na sua posição em relação à adesão da Turquia à EU. Depois de ter afirmado, enquanto era apenas cardeal Ratzi, que a entrada na Turquia era um erro, vem agora, já papa, afirmar precisamente o contrário, de acordo com as notícias que correm insistentemente, e ainda não desmentidas nem oficiosa nem oficialmente.
Retirado de um Resúmen de Urbanidad para las Niñas, de uma tal Pilar Pascual de Sanjuán, que devia ser uma chata de primeira, publicado em 1920:
Ouço o inefável Duarte Pio, impropriamente designado "Dom" por algumas pessoas, dizer que a República atrasa Portugal, e que não vota nas presidenciais porque o presidente se faz alguma coisa atrapalha o governo, se não faz, então não serve para nada. Bom, então se chegasse o infausto dia em que o Duarte fosse rei? Se fizess alguma coisa atrapalharia o governo? Se não fizesse nada, que estaria lá a fazer?
Ribeiro e Castro diz que achou a entrevista do Cavaco muito positiva. Podemos, portanto, assumir que também considera muito positiva a acção do Governo, pois foi basicamente isso que o Cavaco veio dizer.
O programa "Opinião Pública" da SIC-Notícias costuma ser um festival de populismo, demagogia e ignorância por parte da generalidade dos espectadores que telefonam. Mas hoje, em que se debate a entrevista do Cavaco à SIC, tem sido especialmente divertido e esclarecedor. As reacções despeitadas e desiludidas dos ppds e dos votantes do Cavaco ao apoio inequívoco dado ao governo pelo presidente mostram que realmente a eleição de Cavaco obedecia a objectivos revanchistas, por parte da generalidade dos seus apoiantes. Queriam não um presidente, mas um líder da oposição em Belém. Isto apesar das garantias em contrário dadas pelo Cavaco durante a campanha. Não acreditaram (e eu também não), mas parece que afinal estávamos todos enganados. A solidariedade do presidente com o governo parece ser total, e ainda vamos ver o PS a apoiar a sua reeleição (cruzes credo) - o que faria com que, pela primeira vez na vida, eu votasse contra as orientações do partido.
O discurso de Helena Roseta no congresso do PS é uma bênção, e fez-me lembrar de novo por que razão sou socialista, por que razão sou de esquerda, por que razão sou militante do PS. Sublinho também as suas palavras, quando diz que o facto de se ser crítico de algumas opções do governo não significa que se seja oposição interna.
Segundo estudo da Eurosondagem (que, como só tem um "s", se deve ler "Eurozondagem"), se se realizassem agora eleições, o PS venceria facilmente, apenas com uma ligeira queda de menos de 2% em relação às eleições de 2005. É notável que um governo que tem tomado várias medidas difíceis e impopulares, que tem enfrentado grande contestação na rua, ainda assim se mantenha no limiar da maioria absoluta, deixando o maior partido da oposição a mais de 10 pontos percentuais. Que isto sirva de motivação a José Sócrates, que vê a sua popularidade cada vez mais reforçada, para continuar o seu caminho, sem inflexões. Uma nota final para a maneira como a SIC apresenta a notícia, com um "PS em queda" em título. Um título destes levaria a crer que o PS tinha dado um tombo nas intenções de voto, situação aliás normal, tendo em conta as medidas impopulares. Mas depois vai-se a ver e afinal a "queda" é de menos de 2% em relação às eleições de 2005, e de menos de 1% em relação à última sondagem - valores dentro da margem de erro. Parece clara a intenção da SIC, já manifesta nos comentários e apartes dos jornalistas que fazem a cobertura do congresso de Santarém. Mais profissionalismo, é o que se pede!
Apesar de as recentes eleições terem sido vencidas pela conservadora Convergència i Unió (CiU), o novo governo catalão será uma coligação tripardida, formada pelo Partido Socialista da Catalunha (PSC), Esquerda Republicana (ER), e Iniciativa pela Catalunha, Verdes-Esquerda Unida e Alternativa (ICV-EU-iA). O chefe do governo será o socialista José Montilla. O Pesporrente manifesta o seu agrado por mais esta vitória da esquerda
É certamente ousado classificar o Partido Democrático dos EUA como um partido de esquerda. É, no entanto, a categoria onde mais facilmente se encaixa, quando se tenta classificá-lo de acordo com a taxonomia política europeia. Está mais perto do Labour do que dos Tories, se a comparação for feita com a política britânica.

Apesar das 5 ondas de calor, 2006 foi o ano com menor área florestal ardida desde 1999. Uma vitória deste governo e das medidas acertadas que tomou. Curiosamente, ou não, não se dá o devido destaque na imprensa a esta boa notícia.
No início de Setembro tive a infeliz ideia de aceitar que uma encomenda que fiz dos EUA fosse despachada (?) pela DHL. O arrependimento começou quando algum tempo depois, recebi um contacto da DHL, fazendo uma estimativa dos preços de entrega. Por duas míseras t-shirts pretendem extorquir-me cerca de 40 euros, se eu levantar o meu rabinho e for buscar pessoalmente a encomenda à alfândega, ou então cerca de 80 euros, se quiser que me venham entregar a casa. Juro que é verdade. Sim, eu também pensei "por esse preço mais vale ir directamente aos EUA comprar a porcaria das t-shirts".
Os professores (e eu sou professor) têm todo o direito de protestar contra as políticas educativas do governo, ainda que não me pareça que no geral tenham razão. Não têm é o direito de serem mal-criados e ofensivos, como se tem visto nas manifestações. Não só não abona muito em favor da sua formação, como lhes retira a pouca razão que possam ter. É que do que já li da nova proposta de Estatuto da Carreira Docente, não me parece mal. Por exemplo, alguém me pode explicar onde está o mal de, por exemplo, a progressão na carreira ser feita por mérito e não por tempo? E quem é que tem medo da prova nacional de conhecimentos e competências, à semelhança do que se faz na Europa civilizada? Medo de ver barrada a entrada no sistema de ignorantes sem preparação, como acontece hoje? Parece-me da mais elementar lógica e justiça, mas isso se calhar sou eu...
Dizem os defensores da "tradição académica" que as praxes servem para integrar. Mais preocupante do que isto é ouvir alguns praxados papaguearem o mesmo. Preocupante, mas também deprimente. Deprimente saber que há quem não encontre melhor maneira de se integrar num grupo do que sujeitar-se a "brincadeiras" humilhantes em que, a bem ou a mal, desempenham um papel de inferioridade perante quem se sente superior apenas porque entrou alguns anos antes (muitas vezes demasiados anos antes). Preocupante e deprimente é ouvir meninas na televisão dizendo que cantaram insultos aos pais e a si próprias "mas que até foi divertido". Preocupante e deprimente é dizer ouvir praxadoras na televisão dizendo que obrigam os caloiros a simularem actos sexuais e orgasmos, mas que "não tem mal nenhum". Haverá comentário possível a isto? Eu abstenho-me, se não se importam.
Não podia deixar de manifestar aqui o meu apoio ao M.A.T.A., que luta contra uma das manifestações mais abjectas do património genético australopitequiano de alguns. Não me refiro apenas aos praxadores - refiro-me sobretudo aos praxados que vêm dizer que adoraram andar a fazer figuras tristes, e que não vêem mal nenhum em entoar cânticos ordinários e em chamarem nomes a si mesmos e aos seus pais. Não entendo também como se pode chamar "tradição" a algo que, quando entrei na Faculdade de Letras da UL, em 1989/1990, não existia. Aliás o fenómenos é recente. Lembro-me de que quando acabei o curso, em 1993, os dráculas... perdão, os trajes académicos, eram raros e apontados a dedo com curiosidade e comiseração. Quando voltei como professor, em 1996, já estavam por todo o lado. Voltarei a este assunto, quando estiver menos ensonado.
Numa altura em que as urnas no Brasil já fecharam, o Pesporrente manifesta o seu desejo de uma vitória retumbante do Lula logo à primeira volta. Não vivo no Brasil, nunca lá estive, nem estou mais interessado nesse país do que em qualquer outro, mas tenho desde há muito uma grande admiração pelo Lula, que, apesar dos escândalos, conseguiu diminuir os níveis de pobreza e melhorar as condições de vida dos mais desfavorecidos. Força Lula!
O Pesporrente congratula-se com a vitória do SPÖ austríaco sobre a direita. Tratou-se de uma vitória inesperada e curta, mas que se lixe: o que interessa é que a esquerda ganhou. Esperemos, agora, que não se lembrem de fazer coligação com a direita, como já alguns comentadores alvitram. Aproveito para perguntar quando é que o PSD português decide de vez mudar de nome. É que, como toda a gente sabe, a social-democracia é uma corrente política da esquerda moderada, que tem em Portugal como único verdadeiro representante o PS.
A C.I.A. chegou à conclusão de que a guerra no Iraque aumentou a ameaça terrorista, provocando o aumento e dispersão dos movimentos fundamentalistas. Mas agora pergunto eu: isso não era óbvio para qualquer pessoa com Q.I. acima do de um orangotango amestrado, ainda antes de a guerra começar? Andaram a gastar o dinheiros dos contribuintes americanos (não que isso me preocupe muito) para fazer um estudo com conclusões a que qualquer pessoa com dois dedos de testa já tinha chegado ainda antes da guerra?
Pensava que já tinham acabado as nossas humilhações em Espanha. Tantos anos a tentarmos melhorar a nossa imagem em Espanha, tantos anos a tentar mostrar que as mulheres portuguesas também sabem ser bonitase vestir-se bem e até fazer o bigode, tantos anos a mostrar que os homens portugueses podiam não parecer todos saídos de um filme a preto e branco. Tantos anos para nada. Tantos anos para depois aparecer o Cavaco a discursar nas cortes em Madrid. Ó ignomínia! Poderia ser pior? Podia, e foi: aparecer a Maria Cavaca com ar de criada de servir ao lado da finíssima rainha Sofia.
Ter perdido 25 quilos nos últimos 4 meses tem tido inúmeras vantagens. Além de poder voltar a vestir coisas que não pareçam sacos de batatas e de conseguir, pela primeira vez em 5 anos, ver os meus genitais sem ter de me curvar, parece que ganhei de novo alguma da juventude perdida - não toda, que praticamente 35 anos já pesam, e não é pouco. Na verdade, nos últimos tempos deixei de ser referido como "senhor", e voltei a ser chamado "rapaz". Além disso, os desconhecidos voltaram a usar o "tu" para se me dirigirem, o que não me acontecia praticamente desde que deixei de fumar (2001). Hoje uma vizinha que não cumprimento (só cumprimento um grupo extremamente reduzido e selecto de vizinhos) precisou de me pedir uma informação, e chamou-se "oh menino, oh pxt oh menino!". Não só lhe dirigi a palavra pela primeira vez na vida, como por pouco não lhe espetei um beijo nas fuças.
Há desenvolvimentos no caso Maria João Pires. Afinal já não vai acabar com o centro de Belgais. Afinal só está a descansar na Baía. Diz também que sempre foi apoiada pelo governo - pudera, nos últimos anos recebeu cerca de 2 000 000 de euros (dois milhões) de euros dos cofres do Estado... Então não se percebe a birra da senhora. Ou talvez até se perceba: ao que parece, o governo pediu-lhe que comprovasse a correcta utilização do dinheiro investido pelo Estado. Como a senhora se deve achar acima do comum mortal, amarrou o burrinho e ei-la que vai desamarrá-lo para o Brasil... Oh mulher, desampara-nos a loja, abdica lá da nacionalidade de vez, deixa-te de birras e dedica-te ao que sabes fazer, e bem - tocar piano.
Depois do inacreditável "sapore autenticum est" (sic) e das "receitae artesanalis" (sic!) de uma marca de cervejas que devia ter vergonha na cara, agora aparece mais uma macarronada, desta de vez de uma marca de águas, que escreve, sem corar, "sanum per aqua" (sic). Os primeiros ainda podiam apresentar a desculpa de terem concebido a frase após uma boa dose do produto anunciado. Mas os segundos, quer desculpa têm?
A pianista Maria João Pires diz que não tinha condições em Portugal para continuar com a Associação Belgais, e fugiu para o Brasil (!). Eu até a compreendo, realmente deve ser complicado, recebendo apenas os míseros apoios da UE, da Caja Duero, da Câmara Municipal de Castelo Branco, do Ministério da Educação, do Ministério da Cultura, do Instituto das Artes, da Fundação Avina e da Yamaha. Devem ter sido tempos muito difíceis. Claro que agora na Baía terá muito mais apoios e compreensão... E o que acontece agora aos que trabalhavam directa ou indirectamente com a Associação Belgais? Olho da rua?
«Tears of a son. July 23: Ali Sha'ita, 12, is distraught as he tries to comfort his mother, who was injured in an Israeli missile strike on their vehicle, killing three and injuring 16.»
A comunidade internacional assiste indiferente ao bombardeamento de um país soberano, por outro país que possui armas de destruição massiva, e que já afirmou estar disposto a usá-las. Infraestruturas civis (aeroporto, estradas, etc.) estão a ser destruídas, um número ainda indeterminado de civis inocentes está a ser morto diariamente. Esse mesmo país agressor desrespeita olimpicamente todas as resoluções da ONU que exigem que se retire de territórios que ocupa há vários anos. Se fosse outro país qualquer, estava tudo indignado, e os EUA já teriam lançado um dos seus famigerados ataques preventivos. Mas como são os nazis israelitas, está tudo bem, assobia tudo para o lado...
A Feira do Livro já lá vai, para bem da minha carteira, com as queixas de sempre por parte dos editores. Não há público, não se vende. A verdade é que este ano a Feira tinha muito menos gente do que em outros anos. Era possível circular à vontade e compulsar os livros sem ter de abrir caminho à força de cotoveladas. Até nos "saldos" se podia movimentar com relativa facilidade. Os editores acusam a APEL de não ter divulgado convenientemente a Feira. A APEL, sem corar, disse que sim senhora, que se tinha fartado de divulgar. Qualquer pessoa que tenha passeado por Lisboa nos dias que antecederam a Feira sabe que isso é tão verdade como o Trappatoni ter deixado o Benfica para estar mais perto da mulher. Não vi um único cartaz, um único que fosse. Nem anúncios na imprensa. Nada. Nadinha. Eu só soube a data de abertura porque tive a sorte de a ver numa notícia de pé de página, no Público. Movimento-me num meio relativamente letrado e culto, e quando dizia a alguém "vamos à Feira do Livro?" a reacção era invariavelmente "já abriu?!". Uma tristeza. Se a APEL quer acabar com a Feira, se calhar era melhor assumi-lo, em vez de (não) fazer coisas destas.
Activistas da GZ.pt (Associação de Solidariedade com a Galiza), constituída por galegos a viver em Lisboa, penduraram uma enorme faixa com os dizeres "Galiza, Portugal, a mesma língua" no Elevador de Santa Justa. São de louvar estas iniciativas, que visam divulgar a causa do reintegracionismo galego.
Curioso (mas não surpreendente) o alinhamento do PCP com a direita, no regozijo pelo primeiro veto do sr. Silva. O sentido de voto da bancada do PCP, que tem alinhado quase sempre com a direita (vide referendo sobre a despenalização do aborto), mostra bem o que poderia ter acontecido se o PS não tivesse maioria absoluta e não conseguisse um entendimento com o BE - que esse sim, se tem mostrado um partido de esquerda. Daqueles lados não se pode esperar nada, como se tem visto nas autarquias locais, onde frequentemente se têm coligado informalmente com a direita para derrubar câmaras socialistas. Já nem vou lembrar o caso do Porto, onde o vereador do PCP ajudou os seus amigos do PSD e do CDS a terem maioria, no mandato 2001-2005.
Vi hoje Durão Barroso, rebaptizado José Manuel Barroso, na SIC-Notícias exibir as traduções da Ilíada, Arte de Amar e Satíricon, todas editadas pela Cotovia. Disse que a Europa não pode esquecer as suas raízes clássicas, e outras opiniões bastante acertadas. Foi aqui que comecei a ficar duplamente preocupado. Primeiro porque concordei com tudo o que ele disse. Depois porque este não pode ser o mesmo homem que assinou a actual reforma do Ensino Secundário, o homem que assassinou por interposta pessoa (David Justino) o Grego e feriu de morte o Latim. Não pode ser a mesma pessoa. Fiquei na esperança de ter ouvido mal, e mandei um SMS à professora (e querida amiga) Cristina Pimentel, que ouviu o mesmo. Ele disse mesmo aquelas coisas, sem corar, sem lhe pesar na consciência ter praticamente liquidado o ensino em Portugal dessas raízes clássicas que tanto louva.
Um dia negro na História recente de Portugal. O Cavaco tomou posse como presidente. Aquela coisa ali na fotografia em cima, aquilo é o nosso presidente. Na TV disse que ainda não se tinha habituado a ser chamado presidente, mas que já "respondia pelo nome". Menos mal. Tive uma cadela, em tempos, que só começou a responder pelo nome ao fim de uma semana.