domingo, março 06, 2011

Vitórias Sportinguistas, vitórias contra a xenofobia

No dia em que a equipa do futebol do Sporting voltou a vencer ao fim de muito tempo, mais dois grandes resultados sportinguistas, no atletismo: Naide Gomes e Obikwelu (sobre estes dois nacionalizados ninguém se queixa - e ainda bem - de representarem Portugal: tivessem eles nascido no Brasil, não faltariam os salazarengos anti-brasileiros do costume).

quinta-feira, março 03, 2011

A carroça e o Ferrari (volto à carga)

Resolvidos os problemas do portátil novo, configurei-o à minha medida. Instalei Linux (Ubuntu 10.10) ao lado do Windows 7, que vem de raiz. Não resisti a fazer mais uma corrida entre os dois sistemas, a ver se o Windows melhorou os anteriores e vergonhosos resultados. Ingenuidade a minha.

Os testes foram feitos com o computador a funcionar com a bateria.

A primeira corrida é a mais simples: quanto demora cada um a iniciar? Vitória esperada e retumbante do Linux, que demora apenas 38 segundos a ficar operacional, incluindo a introdução da password.
O Windows 7 demora, com a introdução da mesma password, quase o dobro do tempo: 68 segundos.

A segunda corrida consiste na abertura do Firefox (mesma versão em ambos os sistemas) pela primeira vez. Nova goleada: o Windows 7 precisa de 35 segundos para abrir; a partir daí demora 4.
O Linux demora apenas 5 segundos para abrir pela primeira vez - ou seja, 7 vezes menos tempo. A partir daí demora apenas 2 segundos - metade do equivalente em Windows 7.

A terceira corrida consiste na abertura do  processador de texto do OpenOffice (mesma versão em ambos os sistemas). O Windows 7 precisa de 18 segundos para o abrir pela primeira vez. A segunda vez precisa de 3 segundos.
Já o Linux demora 11 segundos para abrir pela primeira vez, e 3 nas subsequentes. Resultado mais equilibrado, ainda assim vantagem para o Linux.

A quarta corrida consiste no fecho do sistema. O Windows 7 precisa de uns inacreditáveis 27 segundos. O Linux faz o mesmo em 5 segundos.

Veredicto final: vitória retumbante, esmagadora do Linux, que faz o mesmo incomparavelmente mais depressa. E sem crash nem vírus. Ah, e é gratuito.

terça-feira, março 01, 2011

Linux vs. Windows (volto à carga)

Eu sou do tempo em que se dizia que o Linux era muito complicado, que era um problema com a instalação de hardware, e outras cousas do tipo, algumas das quais eram verdade há 15-20 anos. Como deixei de usar windows regularmente há uns 15 anos, fui ficando desactualizado, no que a esse sistema operativo PAGO diz respeito. Sempre que o tenho de usar, no entanto, fico com uma pilha de nervos para o resto da semana.

Nada disto é novo, toda a gente que já usou os dois sistemas sabe que o windows está para Linux como uma carroça para um ferrari.

Hoje comprei um netbook com Windows 7 instalado (queria ver se era só no aspecto que era uma cópia descarada do Linux). Queria também ver se a lentidão que verificava nos computadores com Windows 7 que conhecia era mesmo sistémica. Assim que liguei, crash. Nova tentativa. Crash. Outra. Crash. Mais outra. Crash. Às vezes nem liga. Fica ali de ecran negro e nada. Ao fim de algumas horas de tentativas infrutíferas (comprado às 13:00, primeira vez que consegui abrir sem crash foi há pouco) lá consegui. Mas demora vários minutos até ligar mesmo e ficar operacional, como de resto já tinha observado em outros computadores com este Windows 7\. Espetei-lhe uma pen. Não reconhece. Tenta instalar não sei o quê. Falha. O mesmo que já tinha verificado em vários outros computadores com windows: mesmo quando acabam por reconhecer, primeiro têm de instslar cousas estranhas. Com Linux é só prantar a pen e já está.

Para mim chega. Meu bom velho Linux, fiável, sem crash, sem vírus, rápido, eficaz!

terça-feira, fevereiro 22, 2011

Da elocução

Já tinha acontecido há uns anos, e até já contei algumas vezes. Na altura estava na praia a ler um volume de contos de Dostoiévski (tinha muito mais graça se fosse o "Crime e Castigo", mas não era), e umas miúdas que teriam uns 4 ou 5 anos interromperam a brincadeira e vieram pedir-me que lhes lesse "essa história". Embasbaquei uns segundos, mas lá me decidi, e pus-me a ler Dostoiévski às miúdas. Ao fim de menos de um minuto já elas voltavam à brincadeira, e eu calei-me, para prosseguir a "minha" leitura. Elas, no entanto, voltaram-se ao mesmo tempo, e berraram "continua" (ou "não pares", não me lembro bem).

Ontem não era Dostoiévski, mas a Vida de Rómulo, de Plutarco. O Manuel (4 anos), que até então estava entretido ao colo da mãe, pediu-me que lhe lesse "essa história". Eu obedeci, e durante alguns minutos lá lhe li as malfeitorias do fundador de Roma. Passado um pouco, quis ir ouvir pela enésima vez o "Pedro e o Lobo", do Prokófiev, mas às tantas, salvo erro quando o gato perseguia o passarinho, pediu-me para lhe ler de novo "a história do Rómulo".

Como nem me parece que as miúdas entendessem a prosa russa oitocentista, nem que o Manuel seja muito sensível à historiografia grega do séc. I d.C., a única moral que posso tirar daqui é que se calhar ando a perder tempo quando tento escolher com o máximo rigor os livros infantis para oferecer aos miúdos. Parece que lhes interessa sobretudo ouvir, não importa o quê.



sábado, fevereiro 19, 2011

Livros cá de casa . VII


"Codling, snakelet, iciclist! My diaper has more life to it! Who drowned you in drears, man, or are you pillale with ink?"

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Livros cá de casa . VI


Um daqueles que só podem ser lidos no original. O que se perde em uma ou oura frase menos bem entendida ganha-se na sonoridade do todo, impossível de reproduzir na tradução.

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

Quid suauius?

O Manuel (4 a.) e a Carolina (5 a.) discutem no carro o final de "O Pedro e o Lobo", narrado pela Eunice Muñoz e dirigido pelo Álvaro Cassuto. Dizem em coro que o avô, no fim, vai a "pensar para os seus botões". Eu pergunto o que estava ele a pensar. A resposta veio em tom, assim tipo "duhh!!!!": "estava a ver que tinha os botões desapertados!". Claro.

O traidor e o peseteiro

Dias Ferreira apresenta o Futre como "exemplo de mística sportinguista", e diz que tem o apoio do Figo. Ou seja, para o sr. Dias Ferreira a mística sportinguista consiste em trair o clube e sair em conflito para um rival, no primeiro caso, e comemorar os golos adversários contra o Sporting, como o segundo.

Livros cá de casa . V

Número 1, edição original. Comprado a custo num alfarrabista alemão do Bairro Alto, nos anos 90. Não mo queria vender, "porrrque na lôja encontrrra edições moderrrnas de melhorrr qualidade". Depois de muito implorar, aceitou vender-mo, por 200$ (1 euro, mais cousa menos cousa), porque era o preço mínimo que fazia. Vim de lá carregado de edições originais, perante o olhar comiserado do alemão, incapaz de perceber que não era bem o texto que me interessava, eu que até tinha edições "moderrrrnas" das Farpas em casa.

Livros cá de casa . IV

Recolhidos, na década de 90, em alfarrabistas de Lisboa.

terça-feira, fevereiro 15, 2011

Curiosidades

Há cousas curiosas. Quando o benfica, que neste século ainda só conseguiu ficar à frente do Sporting 4 vezes (já a contar com esta época), esteve dois anos seguidos sem sequer se qualificar para as provas da UEFA e andou a penar pelo 6.º lugar; quando, nos últimos anos, andou invariavelmente entre o 3.º e o 4.º lugar, sempre atrás do Sporting e do Porto, e sempre a olhar mais para baixo do que para cima, nunca se traçaram os cenários apocalípticos que agora se traçam em relação ao Sporting, que, após 4 anos seguidos a garantir o 2.º lugar, em dois deles a lutar até ao fim pelo título, de facto faz dois anos maus - mas menos maus do que os referidos do benfica. Claro que é preocupante ficar dois anos seguidos atrás do benfica, o que ainda não tinha acontecido este século. Mas não exageremos.

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

Monteverdi: Pur ti miro


Claudio Monteverdi, Pur ti miro
Nuria Rial, Philippe Jaroussky, Christina Pluhar
l'Arpeggiata

Das indecisões

Quando decidi passar para mp3 toda a minha discotheca, a ideia era facilitar-me a vida quando se trata de escolher a música para prantar no leitor de ditos cujos. Contudo, perante 229 pastas, verifico que não só continuo sem me conseguir lembrar de toda a música que tenho, como escolher se tornou ainda mais difícil.

Winblows

Porque é que uma porcaria de uma pen quando se usa pela primeira vez em Linux funciona logo, mas quando se usa pela primeira vez em windows tem de ser reconhecida, instalada e às vezes até se tem de reiniciar o pc? A lenda urbana, segundo a qual o Linux é uma cousa muito complicada, não diz que devia ser ao contrário? E no entanto eu das raras vezes que, como agora, uso windows fico numa pilha de nervos, porque nada funciona à primeira, e quando funciona demora o dobro ou o triplo do tempo!

domingo, fevereiro 13, 2011

Livros cá de casa . III

Da xenofobia

O Público diz que a "Judoca portuguesa Yahima Ramirez conquista bronze". No meio do texto, explica que é de ascendência cubana. Há dias noticiava-se que "o nadador olímpico português Arseniy Lavrentyev" teve um desempenho medíocre numa qualquer prova.

Por mim tudo bem. Ao contrário dos fascistas e nazis que advogam a pureza de sangue para alguém ser português, e que portanto relincham contra o Deco, o Pepe ou o Liédson (mas não contra o Bosingwa ou o Danny, que mal falam português, e também nasceram no estrangeiro), para mim qualquer pessoa com nacionalidade portuguesa pode representar as federações desportivas nacionais. Para mim o Deco é tão português como eu. Ou então voltamos a dividir os portadores de nacionalidade portuguesa em cidadãos de primeira e cidadãos de segunda?

Acho é curioso as tiradas nazis terem como alvo exclusivamente os nacionalizados brasileiros. Porque contra os nacionalizados cubanos ou ucranianos parece não haver nada (e ainda bem, sublinhe-se). O que só parece confirmar que o problema dos racistas xenófobos de serviço é exclusivamente contra os brasileiros.

segunda-feira, janeiro 24, 2011

'Sapientia Nepotica': da natureza da posse da casa e das presidenciais

O Manuel (4 anos) diz que na casa da avó manda a avó. De acordo. E que na casa da mãe e do pai manda a mãe, o que não sei se será do total agrado do meu cunhado. Concluiu dizendo que na do Né (na minha) "mandamos todos". E assim é.

A Carolina (5 anos) confidenciou-me em voz baixa que não gosta do Cavaco Silva. Na TV ia dando uma reportagem sobre as presidenciais. Lembrou que "a avó escolheu o Tó Manel". Entretanto voltou ao puzzle. Até ser interrompida por uma reportagem sobre o candidato comunista, que a locutora dizia que não tinha conseguido impedir a vitória à 1.ª volta do Cavaco. A Carolina fez um ar satisfeito, e sublinhou que aquele senhor queria impedir o Cavaco Silva. As crianças têm uma sabedoria infinita.